Quarta-feira, 26 de Setembro de 2012

O livro

Foi um caminho longo e por vezes penoso. Antes de este blog surgir a ideia era simplesmente passar a limpo o caderninho, fazer umas capas bonitas e fazer uma surpresa. Correu mal, adiou-se demais e a surpresa deixou de ser possivel. Hoje vale a homenagem a quem muito me quiz e que tudo por mim fez sempre a horas sem nunca adiar.

 

O livro está à venda na Bubok (sem fins lucrativos) e caso queira adquirir, basta seguir este link http://www.bubok.pt/livros/5481/Quadras-Populares-Desgarradas ou procurar em Bubok por quadras populares desgarradas.

publicado por ldcristiano às 15:33
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Domingo, 22 de Abril de 2012

Sempre gostei de crianças

Sempre gostei de crianças

Desde a minha tenra idade

Vejo nelas uma esperança

Para o bem da humanidade

 

Ou no campo ou na cidade

E gosto de as ver brincar

Pelos jardins saltitar

Esbanjando felicidade

Sem se lembrarem da idade

Algumas ainda usam tranças

Falando com sinceridade

Sempre gostei de crianças

 

Elas tem confiança

Pelo futuro que esperam

Mas algumas desesperam

Ao deixarem de ser crianças

Vêm  fugir-lhe as esperanças

De acabar com a crueldade

E vi bem poucas mudanças

Desde a minha tenra idade

 

Só desejam liberdade

Mesmo quando vão para a escola

Algumas ainda pedem esmola

Para vergonha da humanidade

É bem triste esta verdade

Que á fome morram crianças

Neste mundo de crueldade

Vejo nelas uma esperança

 

Estas crianças de agora

Que amanhã serão adultas

Andarão pelo mundo fora

Como hoje já andam muitas

Neste mundo de falsidade

Que ninguém cumpre o que diz

Que deus as faça feliz

Para bem da humanidade

publicado por ldcristiano às 21:06
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Sábado, 21 de Abril de 2012

Do Luís para a Teresa, Natal de 1982

Para o To Manuel e para a Teresa

Que passem um Natal feliz

É o que do coração lhe deseja

O seu sobrinho Luís

 

Vou passar o Natal junto

Dos pais, os tios e os avós

Só tenho pena que vocês

Não estejam juntos de nós

publicado por ldcristiano às 22:14
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Do Luís para a Teresa pelo aniversário dela em 1982

No dia em que fazes anos

Rezarei a Deus por ti

Para que ele não me tenha

Mais tempo longe de ti

 

Anos passam anos vêem

So peço que os que ai passares

Sejam cheios de felicidades

Junto de quem desejares

 

 

 

 

publicado por ldcristiano às 22:04
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Segunda-feira, 7 de Dezembro de 2009

Embora pareça normal

 

Deu-se ao fim de 20 anos

O que até nunca se deu

Levar o dia a cavar

Em 24 de S.Mateus


 

Mesmo no tempo dos farizeus

A que chamavam tiranos

Esse caso nunca se deu

Deu-se ao fim de 20 anos


 

Nos somos uns seres humanos

Mas tratam-nos como plebeus

Deu-se ao fim de 20 anos

O que até nunca se deu


 

Cada um pucha pelo seu

A mim custou-me a levar

No dia de s.Mateus

Levar o dia a cavar


 

Se foi para nos castigar

Tem de dar contas a Deus

Fazerem-nos andar a cavar

Em 24 de S. Mateus


 

Elvas 25 de Setembro de 1983

publicado por ldcristiano às 20:52
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Sábado, 21 de Junho de 2008

Dia da Mãe

 

Dia da mãe é para mim
Dia bastante lembrado
É um dia abençoado
Que não devia ter fim
Eu quero estar perto de ti
O dia que te é dedicado
E que fique bem lembrado
Que eu de ti não me esqueci
 
O nome de mãe é o mais lindo
De tantos que o mundo tem
Um nome tão pequenino
E em todo o lado diz bem
 
Nome de mãe é tão lindo
Que nos toca o coração
E que tanto amor merece
Um nome tão pequenino
Que por força do destino
O bom filho nunca esquece
 
15 de Maio de 1983
publicado por ldcristiano às 11:10
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Sábado, 26 de Abril de 2008

As nossas escursões

Quando vou numa excursão

Em casa deixo os cuidados

E guardo a recordação

Desses dias bem passados

 

Há quem de mal empregado

O dinheiro das excursões

Há várias opiniões

Alguns estarão enganados

É o tempo mais bem passado

Cá na minha opinião

Por isso esqueço os cuidados

Quando vou numa excursão

 

Todos que comigo vão

Só os ouço dizer bem

Ainda não ouvi ninguém

A dar outra opinião

Só vejo uma solução

Para ir mais descansado

Quando saio numa excursão

Em casa deixo os cuidados

 

Se houver dias bem passados

Dos poucos que na vida existem

Sendo então com malta fixe

Esses devem ser contados

Dou-os por bem empregados

Esses dias de excursão

E são por mim sempre lembrados

E quando a recordação

 

Cá na minha opinião

De certeza certezinha

Que não há melhor excursão

Que são as do Igrejinha

Não é para me agradecer

Ouço por todos os lados

E não me posso esquecer

Desses dias bem passados

 

24/04/1983

 

publicado por ldcristiano às 16:25
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Quinta-feira, 20 de Março de 2008

Que me dera ser menino

Quem me dera ser menino
Na idade de brincar
Sem me importar com o destino
Porque terei que passar
 
Se eu nasci para trabalhar
O trabalho não receio
Visto não ter outro meio
Para me poder sustentar
Levo a vida a labutar
Para cumprir o meu destino
Às vezes faz-me pensar
Quem me dera ser menino
 
Cada qual tem o seu destino
E um caminho a percorrer
Que mesmo sem a gente querer
Deixamos de ser meninos
E sobre o poder divino
Que nos ajudou a criar
Que bom é ser-se menino
Na idade de brincar
 
Temos por tudo passar
Quem muito novo não morre
E tudo o que na vida corre
Para a velhice chegar
Com mais sorte ou mais azar
Percorre este caminho
E espero de continuar
Sem me importar com o destino
 
Mesmo assim não desanimo
Apesar da crueldade
E por ver tanta maldade
Que encontramos pelo caminho
Para cumprir o meu destino
Enquanto por cá andar
Sabe Deus qual o caminho
Porque terei que passar
Elvas 15/07/84
publicado por ldcristiano às 17:10
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Sábado, 16 de Fevereiro de 2008

Terceira idade

Vi nos bancos do jardim

Alguns velhinhos sentados

Com a vida a chegar-lhe ao fim

E os rostos amargurados

 

Alguns já são reformados

Da reforma se governam

Já nada do futuro esperam

Disso estão desmaginados

Pois já estão acostumados

A passar a vida assim

E muito desesperados

Vi no banco do jardim

 

Andam daqui para ali

Sem dinheiro para gastar

Sem tabaco para fumar

Mesmo daquele mais ruim

Ninguêm me disse que eu vi

Seus rostos amargurados

Vi ao passar por ali

Alguns velhinhos sentados

 

Quando passo por aqueles lados

E vejo aquela cena triste

E  o pouco interesse que existe

pelos pobres dos reformados

Eles dão pena coitados

E triste velos assim

Vêm-se tão mal esperançados

Com a vida a chegar ao fim

 

O se destino é assim

Depois de tanto trabalhar

Ainda tem que mendigar

Se querem chegar ao fim

Para recordarem ali

Penas dos tempos passados

Juntam-se ao pé do jardim

Com os rostos amargurados

 

20-03-83

 

 

publicado por ldcristiano às 18:30
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Sexta-feira, 8 de Fevereiro de 2008

Caderninho de capa preta

 

 

 

 

publicado por ldcristiano às 18:43
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